sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Ônibus é incendiado em Feira de Santana após morte de traficante


Um ônibus foi incendiado em Feira de Santana na manhã desta quinta-feira (25), no bairro Aviário, em retaliação à morte do traficante Gleidson Bruno Tales Moura, de 23 anos, em troca de tiros com a Polícia Militar. Um grupo fez o ônibus parar e mandou motorista e cobradora descerem. Em seguida, as pessoas, que ainda não foram identificadas, usaram galões de gasolina para incendiar o veículo da empresa São João, avaliado em cerca de R$ 80 mil. Até as 14h30, segundo informações da Polícia Civil, ninguém havia sido preso pelo incêndio criminoso, que provocou a suspensão de transporte público por tempo indeterminado no bairro. Aulas em uma escola e uma creche municipais foram canceladas. 

Apontado como autor e mandante de inúmeros homicídios no bairro do Aviário, Gleidson entrou em confronto com policiais miliares após ser localizado durante uma patrulha de rotina. Segundo a Polícia Civil, Gueu, como era conhecido, tentou fugir ao avistar os PMs. Houve perseguição e confronto. Atingido e socorrido para o Hospital Geral Clériston Andrade, o traficante não resistiu aos ferimentos e morreu. Com ele foram encontradas uma pistola 9 mm (uso restrito), marca Taurus, um carregador, dez munições, onze cartuchos calibre 380, uma balança, além de drogas, como maconha a granel e duas pedras médias de crack, e a quantia de R$ 104,50. 

Além do envolvimento com as mortes ocorridas no bairro, Gueu também participava ativamente do tráfico de drogas na região, afirma a polícia. Ainda segundo o oficial, após a queima do ônibus o policiamento no bairro foi reforçado com unidades especializadas, entre elas as Rondas Especiais (Rondesp) Leste e o Esquadrão Asa Branca.

De acordo com o delegado Roberto Leal, titular da 1ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Feira de Santana), só nos últimos quatro meses, quatro mortes são atribuídas a Gueu. Entre as vítimas estão Wilson Silca dos Santos, César José Lopes da Silva, Bruno dos Santos Bomfim e Cosme Souza de Oliveira.  “Ele também acumula, em menos de um ano, duas passagens por tráfico de drogas”, acrescenta.

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